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Conheça a primeira conquista gremista das Américas nos anos 50.

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Histórico de Campanhas

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O Dia em que o Grêmio venceu a URSS

Conheça essa façanha esquecida

29/11/2009

BR’09: No fim, INVICTOS!

Um jogo para apenas guardar na memória o recorde de ser o primeiro clube a não perder dentro de deu estádio durante todo campeonato, na verdade nossa invencibilidade vem de longe, e tende a aumentar ainda mais com o Gaúchão 2010. Outro ponto emocionante foi a homenagem à Tcheco que esta de saída para o Corinthians.

Agora temos em nossas mãos o título, mas não para conquistarmos e sim para decidir com quem fica. Isso porque se conseguirmos uma vitória ou empate no Maracanã contra o Flamengo domingo, poderemos dar o título nacional ao Internacional em detrimento do alvinegro. Vai pesar o que os colorados fizeram em 2008, acho difícil esse titulo para o Rio Grande do Sul.


Primeiro tempo

O Grêmio teve um começo de partida fulminante. Logo aos 6 minutos de jogo Douglas Costa já abria o marcador. O meia recebeu a bola de Fábio Rochemback, foi até a defesa do Barueri e mandou no ângulo, sem possibilidades de defesa.

Foto: ClicEsportes
Os visitantes, temendo uma derrota que poria em risco a vaga na Sul-Americana, foram para cima e quase empataram o jogo. Aos 11 minutos, Val Baiano chegou livre para marcar após erro de Rafael Marques, no chute a bola bateu na trave gremista. Depois, aos 17 minutos, Victor fez grande defesa na cabeçada de Daniel.

Sentindo que estavam perdendo o controle da partida, os tricolores foram para o ataque e conseguiram ampliar aos 18 minutos. Adílson recebeu na esquerda e, contrariando seu estilo de não chutar a gol, mandou a bola no ângulo novamente. Grêmio 2X0 Barueri.

Foto: ClicEsportes
A pressão gremista não tinha fim. Aos 32 minutos Rochemback mandou para Souza que tirou do marcador e fez mais um. Com a goleada na etapa inicial os paulistas se perderam em campo enquanto os gaúchos foram tirando o pé do acelerador, já que estavam com o resultado parcialmente garantido.


Segundo tempo

Na volta para a segunda etapa os mandantes pretendiam somente administrar o resultado, mas o Barueri queria jogo. Aos 10 minutos a retranca tricolor acabou penalizada com um gol dos visitantes, Flavinho foi derrubado na área, o juiz marcou pênalti e, na cobrança, Val Baiano descontou.

Foto: ClicEsportes
Apesar do gol o Grêmio não mudou a filosofia, continuou retrancado saindo eventualmente em contra-ataques. Aos 20 minutos o árbitro fez uma parada devido ao grande calor resfriando um pouco o ânimo dos jogadores adversários.

O jogo complicou foi aos 34 minutos. Fabiano marcou o segundo dos paulistas após receber passe açucarado de Flavinho, no lance o goleirão Victor saiu mal e deixou a meta desprotegida. Era hora de mudar a postura para não ver a vitória garantida se tornar um vexame.

Foto: ClicEsportes
Com o jogo nervoso o Grêmio melhorou, pressionou mais e impediu qualquer reação do adversário. Sobrou tempo ainda de marcar o quarto no jogo. Aos 46 minutos Herrerra cruzou para Maxi que finalizou a partida com o balançar das redes do Monumental.


FICHA TÉCNICA
Grêmio 4x2 Barueri
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre (RS)
Data: 29 de novembro de 2009, domingo
Horário: 17 horas (de Brasília)
Árbitro: Péricles Bassols Cortez (RJ)
Assistentes: Alcides Zawaski Pazetto e Neuza Inês Back
Cartões amarelos: Daniel Marques, Ralf e Éverton (Barueri), Rochemback (Grêmio).
Gols: Douglas Costa aos seis, Adílson aos 18 e Souza aos 32 minutos do primeiro tempo. Val Baiano, aos dez e aos 33 minutos do segundo tempo. Máxi López aos 45 minutos do segundo tempo.
GRÊMIO: Victor; Mário Fernandes, Réver, Rafael Marques e Fábio Santos; Adilson, Fábio Rochemback (Herrera), Maylson (Tcheco) e Souza; Douglas Costa (Túlio) e Maxi López
Técnico: Marcelo Rospide (interino)
BARUERI: Renê; Xandão, Daniel Marques e Leandro Castan; Éder, Everton (Cléverson), Ralf e Márcio Hahn (Henrique Dias); Thiago Humberto; Val Baiano e Flavinho (William).
Técnico: Luís Carlos Goiano



Resultado/Próximo jogo

A vitória leva o Grêmio a 55 pontos na sétima colocação. A última obrigação do clube na competição (não perder em casa) foi concluída. Agora resta saber como a Direção vai se comportar com relação à última partida contra o rival direto do Inter na busca pela taça.

Nossa próxima partida é contra o Flamengo no estádio do Maracanã no Rio de Janeiro. O jogo será dia 6 de dezembro, válido pela 38ª (última rodada) do Campeonato Brasileiro de 2009. Em caso de vitória gremista as chances do Troféu ficar no estádio Beira-Rio são grandes, mas, ao que tudo indica, o Grêmio entrará em campo com time reserva.



Vídeo:


27/11/2009

Grêmio Campeão Sul-Brasileiro de 1962



Em 1962, a Federação Rio Grandense de Futebol em parceria com o governo do Estado do Rio Grande do Sul e as Federações de Futebol do Paraná e Santa Catarina organizaram o 1º Campeonato Sul-Brasileiro de futebol, também chamado de Taça da Legalidade, uma homenagem ao movimento honônimo que visava empossar o Vice-Presidente João Goulart no lugar do Presidente Jânio Quadros que renunciara.

A campanha tricolor neste primeiro campeonato que reuniu as forças máximas do Sul do país, foi brilhante. Em dez jogos foram obtidas sete vitórias e apenas 3 empates. O título foi decidido antecipadamente em Itajaí-SC, num empate em 0x0 com o Marcílio Dias que foi o vice-campeão.

O último jogo foi o clássico Gre-Nal no estádio dos Eucalíptos com sua lotação esgotada, pois, o arquirival estava empenhado em macular a campanha tricolor com uma vitória sobre o Campeão. De fato, aos 11min, o ponteiro direito Sapiranga abria o placar para os colorados, contudo o time vermelho não contava com a reação tricolor, virando o jogo através de Joãozinho aos 25 minutos da segunda etapa e Vieira, no minuto final, decretando o título invicto. A festa gremista culminou com a entrega da Taça da Legalidade feita pelo então governador gaúcho Leonel Brizola. Além deste troféu o Grêmio ganhou outras três taças das respectivas Federações Estaduais organizadoras do campeonato.



CAMPANHA
Grêmio3X0Metropol(SC)26/01
Operário0X1Grêmio04/02
Coritiba0X2Grêmio06/02
Grêmio3X0Marcílio_Dias09/02
Grêmio1X1Inter13/02
Grêmio2X0Coritiba19/02
Grêmio4X1Opérário23/02
Metropol(SC)1X1Grêmio28/02
Marcílio_Dias0X0Grêmio03/03
Inter1X2Grêmio11/03



TIME
PG
JVEDGPGCSG
Grêmio1710070300180414
Marcílio Dias1210040402151302
Inter1110040303191108
Coritiba08100302051215-3
Operário(PR)07100301061018-8
Metropol(SC)05100103061225-13




FOTOS DO ÚLTIMO JOGO:








18/11/2009

BR’09: Derrubando os “cabeças”


Vencemos, e com imposição. O Grêmio massacrou o Palmeiras dentro do estádio Olímpico demonstrando um futebol que se fosse 50% usado fora de casa estaríamos na busca pelo título da temporada. O jogo teve um gostinho especial, pois a nossa vitória diante do Palmeiras complicou a vida de mais um rival na busca pelo título do campeonato. Primeiro foi o São Paulo, depois o Cruzeiro e agora o Verdão.


Primeiro tempo

O jogo começou movimentado, logo aos 3 minutos um lance duvidoso. Souza foi derrubado na área por Armero, mas o juiz entendeu o lance como normal, mesmo assim era do Grêmio a iniciativa na partida, o que se estenderia até o final do jogo.

Foto: ClicEsportes
Em uma das poucas finalizações dos paulistas na primeira etapa, Diego Souza conseguiu sair da marcação de Thiego e mandou a redonda no ângulo de Marcelo Grohe (que substituiu Victor), mas, por sorte, a bola não entrou.

Douglas Costa era o jogador destacado na partida. Aos 17 minutos o meia mandou boa bola para Lúcio que cruzou para Maxi, o argentino pegou mal na bola e perdeu a chance de abrir o marcador. Depois, aos 25 minutos, o garoto mandou novamente para Maxi Lópes, dessa vez de cabeça o atacante mandou para fora.

Foto: ClicEsportes
A pressão gremista era arrazadora, tanto que, até o final da primeira etapa, os paulistas chegaram asustaram Grohe somente com Diego Souza no começo da partida. O Imortal não desistia de balançar as redes e conseguiu no final do primeiro tempo, exatamente aos 45 minutos, Souza mandou para Maxi concluir contra o gol de Marcos, o goleiro defendeu e, no rebote, Rafa Marques mandou para dentro da meta palmeirense.


Segundo tempo

A segunda etapa começou pegando fogo, isso porque Obina e Maurício se agrediram no vestiário e foram expulsos. O Palmeiras, que já jogava mal, piorou de vez, a equipe visitante com dois a menos teve de recuar na defesa e o Grêmio se aproveitou da situação para fazer saldo.

Foto: ClicEsportes
Mesmo mal o Verdão chegou com perigo aos 16 minutos. Figueroa recebeu cruzamento dentro da área e mandou de cabeça contra o gol de Grohe, mas a bola não entrou. A resposta gremista demorou, mas foi mais decisiva.

Aos 25 minutos Maxi López fez grande jogada, ganhou de dois marcadores, cortou Marcos e mandou para as redes. Diego Souza anda tentou esboçar alguma reação, mas faltava para quem passar a bola. Terminava a partida no exato minuto do gol, pois o Palmeiras não teve forças para reagir e o Grêmio se acomodou com o resultado.



FICHA TÉCNICA
Grêmio 2x0 Palmeiras
Local: Olímpico, Porto Alegre-RS
Árbitro: Héber Roberto Lopes-PR (FIFA)
GRÊMIO: Marcelo Grohe; Thiego (William Magrão), Rafael Marques, Réver e Lúcio (Bruno Collaço); Adilson, Fábio Rochemback, Souza e Maylson (Herrera); Douglas Costa e Maxi Lopez.
Técnico: Marcelo Rospide.
PALMEIRAS: Marcos; Figueroa, Danilo, Maurício e Armero; Pierre, Sandro Silva, Deyvid Sacconi e Diego Souza; Ortigoza (Marcão) e Obina.
Técnico: Muricy Ramalho.
Cartões Amarelos: Lúcio (Grêmio); Maurício, Armero e Pierre (Palmeiras).
Cartões Vermelhos: Obina e Maurício (Palmeiras).
Gols: Rafael Marques aos 46min/1T e Maxi Lopez aos 25min/2T (Grêmio).



Resultado/Próximo jogo

Com a vitória do Imortal chegamos a 52 pontos na tabela, sete a menos que o Palmeiras. Chances de Libertadores, como falado anteriormente, inexistem, mas o gostinho de prejudicar um rival ao título não tem preço.

Nossa próxima partida será a última no estádio Olímpico. O jogo será no domingo, 29/11, diante da equipe do Barueri, às 17h. Precisamos vencer para fechar com chave de ouro nossa campanha dentro de casa.



Vídeo:

16/11/2009

Grêmio Campeão Mundial de Clubes de 1983


No dia onze de dezembro de 1983 o Mundo inteiro parava para assistir o Campeonato Mundial Interclubes, oficialmente chamado de Copa Intercontinental. Disputada anualmente desde 1960, a competição era considerada a maior de todo planeta e reunia nada mais, nada menos do que os campeões das duas maiores taças, a antiga Copa dos Campeões Europeus (depois chamada de Liga dos Campeões da Europa) e a Taça Libertadores da América.

Até a presente data, a Copa Intercontinental havia sido disputada pelos maiores clubes do Mundo, dentre eles Real Madri, Peñarol, Internazionale Milano, Independiente, Benfica, Milan, Estudiantes, Manchester United, Nacional de Montevideo, Ajax, Juventus, Bayern de Munique, Boca Juniors e Liverpool. Com mais de 20 anos de disputas anuais, o Mundial Interclubes havia sido conquistado por apenas dois brasileiros, Santos (1962-1963) e Flamengo (1981), demonstrando a dificuldade e importância da conquista.


Pré-jogo

Os finalistas de 83 não eram quaisquer clubes, o europeu e favorito, Hamburgo, oficialmente chamado Hamburger Sport-Verein e. V., era a nova sensação da Europa. O clube da Alemanha Ocidental (na época da divisão do país devido a Segunda Guerra Mundial) era o então hexacampeão nacional, sendo, assim como seu rival na disputa, o terceiro clube do país a chegar na Intercontinental.

Os alemães iniciaram o ano de 1983 com o prestígio do título nacional do ano anterior e um vasto elenco recheado de estrelas. Venceu a Taça dos Campeões Europeus com apenas uma derrota para o Dinamo Kiev, dois empates e seis vitórias, somando 16 gols pró e 5 contra. Desbancou o gigante clube italiano do Juventus, 20 vezes campeão da Itália, em 25 de maio de 1983 no estádio Olímpico de Atenas, sendo este o maior jogo da temporada européia, com o enfrentamento das duas maiores forças do futebol de então. Não bastando, a equipe do Hamburgo ainda era a base da Seleção Alemã Ocidental, vice-campeã da Copa do Mundo da Espanha de 1982, perdendo a final para a Itália de Paolo Rossi e Dino Zoff.

O adversário do clube alemão era a tradicional equipe brasileira do Grêmio, oficialmente chamado de Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense. O clube criado no ano de 1903 fazia exatos 80 anos na temporada em questão, nunca havia disputado um Mundial, mas já era conhecido na América por desbancar nada menos que o gigante Peñarol de Montevideo, além de conquistar um campeonato brasileiro em 1981 e ser vice no nacional de 82, perdendo a final para o Flamengo de Zico.

Na verdade o Grêmio não era só isso, mas isso era o máximo que a arrogância alemã se permitiria conhecer. No pouco que se pode resumir, era uma equipe que ganhou o primeiro jogo disputado, conquistando, na mesma partida, seu primeiro título; venceu a tradicional Seleção do Uruguai com pouco mais de 10 anos; foi o primeiro clube não argentino do Mundo a vencer o Boca Juniors na lendária Bombonera; venceu a Seleção Argentina; fez campanhas grandiosas na Europa (inclusive Alemanha) entre outras façanhas.

Apesar da grandiosidade, o clube que viria a ser chamado de Imortal não estava em Tóquio por acaso. O resultado era apenas a consequência de um belo trabalho que iniciou em uma das piores épocas da história do clube, os anos 70. Na década negra da história gremista, o clube sofreu pela falta de títulos e por derrotas para o maior rival, o Sport Club Internacional. Foi então que o grande presidente Hélio Volkmer Dourado chegou ao clube com o objetivo de retomar a hegemonia do estado do Rio Grande do Sul, fez equipes de qualidade que fizeram da década anterior apenas uma lembrança, retomou a liderança do futebol estadual e possibilitou ao Tricolor Gaúcho sonhar com vôos mais altos. Os times de qualidade de Hélio Dourado levaram o Grêmio ao maior título até então, o Campeonato Brasileiro de 81, contra a forte equipe do São Paulo.

No ano de 1982, assumiu a presidência do clube o grande Dr. Fábio André Koff, figura que atualmente está eternizada na história gremista como um dos responsáveis pelas maiores glórias do nosso futebol. Foi então que as pretensões de ser o maior do estado deram lugar a ambição de conquistar o bicampeonato nacional e o continente americano. Ainda no mesmo ano o Imortal chegava a final do Brasileirão contra o Flamengo de Zico, um dos maiores clubes da época e então Campeão Mundial de Clubes, o título roubado não veio, roubado pois na final que daria o título aos gaúchos fora validado um gol irregular do adversário marcado com a mão pelo jogador Andrade.

Mesmo depois da vergonha e decepção de 82, o Grêmio chegou à final da Taça Libertadores da América no ano seguinte contra o poderoso Peñarol (Tricampeão Mundial de Clubes, Tetracampeão da Libertadores e 36 vezes campeão nacional). Com muita garra, amor a camisa e qualidade, o Imortal venceu os uruguaios e foi rumo a maior competição da época como se fosse ser apenas coadjuvante. Mesmo depois de todas as façanhas conquistadas, não se acreditava nos gaúchos, não se conhecia os gaúchos, não se imaginava do que seriam capazes os gaúchos.


O Mundial

Chegava então o grande dia, de um lado o badalado Hamburgo, de Ernst Happel, com 48 jogos de invencibilidade (34 vitórias e 14 empates), que, mesmo com a falta de Dieter Schatzschneider (estrela da equipe), era uma seleção; do outro o Grêmio de Mazarópi, De León, Renato Gaúcho, Valdir Espinosa e Tarciso, que vinha, modestamente, em busca de um sonho, ao qual se preparava a exatos 4 meses.

Antes da partida os gremistas até tentaram algum gesto de cortesia para com os alemães, mas, segundo relatos, foram friamente ignorados e, até certo ponto, ofendidos. Cita-se como exemplo a tentativa de aperto de mão que o técnico Valdir Espinosa tentou dar no técnico do Hamburgo, Ernst Happel, que arrogantemente ignorou, em uma demonstração de extrema grosseria e rivalidade.

Era assim o clima do jogo, o lado azul celeste tratando como rivais e o lado azul anil tratando como inimigo. Dentro de campo é que se saberia quem era o melhor, mesmo que fora dele os europeus já tivessem conquistado a "Taça da Prepotência".

Então, ao meio dia de Tóquio e meia noite do Rio Grande do Sul, Michel Vautrot, árbitro francês da partida, soou o apito pela primeira vez no estádio Nacional. Com mais de 2 bilhões de espectadores, uma torcida dividida meio a meio e os dois maiores clubes do Mundo no ano em campo, a emoção e a certeza de um grande jogo estava garantida.


Primeiro tempo

O Hamburgo começou com a bola e dominou o início de jogo, do lado gremista muito nervosismo e erros de passes. Os alemães controlavam o meio campo e com frieza tentavam o ataque, parando na boa defesa sul-americana.

Com a partida disputada e com poucas chances, os europeus somente conseguiram chegar com perigo aos 20 minutos de jogo. Magath cruzou para Hansen que entrava na área, mas, imponente, De León se antecipou com um carrinho, tirando a bola do alemão que vinha chegando, na sobra, Mazaropi fez a defesa.

Só dava Hamburgo e, aos 24 minutos, Hansen atacou novamente, entrou dentro da área gremista pela direita, mas foi bloqueado pela zaga, na sobra, Wuttke tentou o gol, mas a bola foi para a linha de fundo.

O Grêmio sofria a pressão e só conseguiu chegar forte aos 31 minutos de jogo. Renato Portallupi foi lançado pela direita, foi à linha de fundo e cruzou para a área do adversário que mandou para escanteio. Na cobrança, Mário Sérgio quase fez gol olímpico, mas o goleiro Stein conseguiu tirar.

Seis minutos depois, Paulo César Lima cobrou escanteio que foi afastado pela zaga alemã, na sobra, Mário Sérgio chutou de primeira, mas a bola saiu muito alta. O Grêmio havia se encontrado, já não era mais o nervoso da partida, tomava a iniciativa e prenunciava que sua superioridade resultaria em gol.

Aos 38 minutos o Hamburgo tentou o ataque, mas parou em Paulo Roberto, rápido, o gremista mandou para Paulo César Lima que lançou para Renato na direita, Portallupi foi até a linha de fundo em velocidade, dentro da área, ameaçou o cruzamento, tirou o marcador e, praticamente sem ângulo, mandou uma bomba no canto. A redonda passou entre o goleiro Stein e a trave, em um espaço que somente seria possível passar uma bola, a bola de Renato, a bola do Imortal. Grêmio 1x0 Hamburgo.

Depois do gol os europeus buscaram o ataque e quase conseguiram empatar nos minutos finais. Em cobrança de falta de Rolf na entrada da área, Magath mandou rasteiro, obrigando o goleiro gremista a uma difícil defesa. Apesar do susto, os tricolores foram para o vestiário com o resultado a seu favor e uma legião de fiéis rezando para um segundo tempo tão perfeito quanto terminou o primeiro.


Segundo tempo

No início da segunda etapa o Grêmio continuou com o ritmo de antes do intervalo. Logo aos 2 minutos teve a primeira chance de ampliar, Mário Sérgio cruzou para o campo de defesa alemão e Paulo César Magalhães, livre, dominou e chutou sem ângulo, mas, no último instante, a zaga adversária conseguiu interceptar o lance.

Aos 7 minutos o Imortal atacou de novo, Osvaldo armou um contra-ataque com Tarciso que desceu pela direita, entrou livre na área e, na hora da conclusão, o zagueiro do Hamburgo se meteu na jogada mandando para escanteio. Quatro minutos depois um lance escandaloso, Baidek lançou Renato que partiu para o ataque, entrou na área e, na hora de deixar o marcador para trás, foi derrubado. O árbitro francês Michael Vautrot não marcou o pênalti claro, poderia ter custado o título para nós.

Os europeus tinham o domínio do meio campo, mas não conseguiam transformar a posse de bola em chances de gol, somente aos 27 minutos é que o adversário conseguiu chegar perigosamente. Magath cruzou da esquerda para o zagueiro Jakobs que cabeceou contra a meta de Mazaropi, que fez grande defesa.

Mais ofensivo, o Grêmio assustou novamente aos 35 minutos, Caio atacou pela esquerda e, sem marcação, arriscou o arremate obrigado Stein a uma difícil defesa. Logo depois Caio, novamente, recebeu de Paulo Roberto e cabeceou para outra defesa do goleiro alemão.

Aos 40 minutos o jogo já pegava fogo, a tensão era extrema. Foi então que Bonamigo tocou na bola e o juiz marcou falta, na cobrança Magath levantou para Jakobs que cabeceou para a pequena área onde estava Schröder que dominou e estufou as rede gremista empatando o jogo. Na garra o Imortal ainda tentou reverter o placar, mas o jogo acabou igual, levando a disputa para a prorrogação.


Prorrogação

O Grêmio voltou fulminante para o primeiro tempo da prorrogação. Logo aos 3 minutos Caio cruzou da esquerda e Tarciso mandou para a estrela do time, Renato Portaluppi, que tirou de Schröder e chutou rasteiro, de canhota, no canto esquerdo de Stein. Grêmio 2x1 Hamburgo.

Depois minutos após o gol gremista, os europeus quase empataram. Em um escanteio cobrado por Magath, Renato tentou afastar a bola de cabeça, mas ela acabou batendo em China que quase fez gol contra. No final da primeira prorrogação, Hansen recebeu dentro da área e, de costas para Mazaropi, tentou finalizar, a defesa tirou e, na sobra, Jakobs chutou contra o gol gremista, para mais uma boa defesa do arqueiro do Tricolor Gaúcho.

Depois de tentar uma pressão, o Hamburgo ficou abatido, não conseguia se livrar da retranca gaúcha, que só esperava o fim do jogo para gritar "É campeão do MUNDO!". No segundo tempo da prorrogação o Grêmio era quem parecia estar perdendo, tomava a iniciativa e quase conseguiu ampliar com Caio, até que, sublimemente, Michel Vautrot apitou o fim de jogo, coroando o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense como o novo CAMPEÃO MUNDIAL.

Não só no Japão, onde milhares de torcedores reverenciaram o Imortal, mas também os 2 bilhões de corações que viam o jogo sabiam que o campeão era justo, jogamos melhor, com mais amor. O Grêmio conquistava uma legião de seguidores, que fariam seu nome conhecido em todo Planeta.





DADOS DO JOGO
Local:Tóquio/Japão
Estádio:Nacional de Tóquio
Data:11 de dezembro de 1983
Hora:12h00min (Japão) | 00h00min (Brasil)
Árbitro:Michael Vautrot (FRA)
Assistentes:Toshikazu Sano e Shizuhasu Nakamichi(JAP)
Gols Grêmio:Renato (Grêmio) aos 37 minutos do 1º tempo
Renato aos 3 minutos da prorrogação.
Gol HamburgoSchröeder aos 40 minutos do 2° tempo
 
 
 
 
 
 GRÊMIO
HAMBURGO
MAZARÓPI
STEIN
PAULO_ROBERTO
WEHMEYR
BAIDEK
HIERONYMUS
DE_LEÓN
JACOBS 
PAULO_CÉSAR
MAGALHÃES
SCHRÖEDER
CHINA
GROH
OSVALDO
ROLFF
MÁRIO_SÉRGIO
MAGATH
RENATO
HARTWIG
TARCISO
HANSEN
PAULO_CÉSAR_CAJU
WUTTKE
VALDIR_ESPINOSA
ERNST_HAPPEL



CONTEÚDO
Link
Filme do Mundial - O Ano AzulClique aqui
Vídeo da partida + prorrogaçãoClique aqui
Reportagens pós conquistaClique aqui
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Verdade sobre o HamburgoClique aqui
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14/11/2009

BR’09: Bom empate na terra das derrotas

O Grêmio conseguiu um bom empate diante do Cruzeiro em Belo Horizonte. Bom  considerando o nosso retrospecto terrível contra os mineiros (na verdade nosso retrospecto contra o time de Minas em si) fora de casa e levando em conta que já abandonamos a competição.

Foi um jogo movimentado, com chances para dos dois lados, da parte gremista pouca preocupação com o resultado, dado a impossibilidade de sonhar com a Libertadores, do lado cruzeirense tensão por conseguir chegar a competição continental.


Primeiro tempo

O Grêmio começou a partida atacando, mas foi o Cruzeiro que dominou nos minutos iniciais. Os mineiros sufocaram os visitantes na defesa, criando diversas chances de gol.

Foto: ClicEsportes
Aos 3 minutos de jogo Wellington Paulista mandou boa bola para Gilberto que quase abriu o marcador. Wellington chegou novamente aos 15 minutos, o atacante mandou a bola para as redes, mas o gol foi irregular, assinalado pelo arbitro Marcelo de Lima Henrique.

Sentindo a pressão os gremistas foram ao ataque. O meio campo começou a reter mais a bola, levando perigo aos cruzeirenses. Apesar da superioridade gaúcha, os mineiros conseguiram se defender bem, principalmente com o goleiro Fábio, que teve bela atuação.


Segundo tempo

O Grêmio não começou a segunda etapa tão bem como terminou a primeira. Nos primeiros minutos de jogo o Cruzeiro pressionava em busca do primeiro gol que não tardou a chegar.

Foto: ClicEsportes
Aos 20 minutos Gilberto marcou de pênalti. Em uma jogada de Guerrón e Soares, que acabavam de entrar, Victor fez falta na área e o juiz marcou, não só a penalidade como também cartão amarelo para o jogador. Na cobrança a muralha acertou o canto, mas não conseguiu defender.
Depois do gol o Grêmio apagou em campo, não conseguiu reagir e sofria constantemente com os contra-atraques mineiros. O que já não estava bom piorou com as expulsões de Túlio e Fábio Santos receberam o cartão vermelho aos 39 e aos 43, respectivamente.

Foto: ClicEsportes
Quando se achava que o Imortal sairia com a derrota de Minas Gerais, os gremistas deram uma demonstração de vontade, foram para cima e, nos acréscimos, aos 46 minutos, Herrera mandou para o fundo das redes. Gol de honra Tricolor.



FICHA TÉCNICA:
Cruzeiro 1X1 Grêmio
GRÊMIO:
Victor, William Thiego, Rafael Marques, Réver (Maylson), Fábio Santos, Túlio, Adílson, Fábio Rochemback, Tcheco (Herrera), Douglas Costa (Lúcio) e Maxi López.
Técnico: Marcelo Rospide (interino).
CRUZEIRO: Fábio, Jonathan (Guerrón), Gil, Leonardo Silva, Diego Renan, Fabrício (Fabinho), Marquinhos Paraná, Henrique, Gilberto, Thiago Ribeiro (Soares) e Wellington Paulista.
Técnico: Adílson Batista.
Estádio: Mineirão (Belo Horizonte - MG)
Público Total: 51.534 torcedores - Renda: R$ 809.077,24
Gols: Herrera, aos 46 minutos do 2° tempo (GRÊMIO), Gilberto, aos 20 minutos do 2° tempo (Cruzeiro).
Cartões Amarelos: Tcheco, Túlio, Victor, Rafael Marques, Herrera e Fábio Santos (GRÊMIO), Gil e Guerrón (Cruzeiro).
Cartões Vermelhos: Túlio e Fábio Santos (GRÊMIO).
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique.
Auxiliares: Erich Bandeira (PE) e Hilton Moutinho Rodrigues (RJ).



Resultado/Próximo jogo

Com o empate estamos na 8ª colocação com 49 pontos, não temos mais chances de nada, mas conseguimos tirar pontos de um rival quase imbatível em seus domínios, valeu a partida.

Nosso próximo jogo será no estádio Olímpico, a partida será quarta-feira, às 21h50m, contra o Palmeiras. Mais uma chance de complicar um rival na disputa pelo título, sendo paulista então, melhor ainda.





Vídeo:


06/11/2009

HISTÓRIA: Copa Desafio de Córdoba, Argentina 1993


Em fevereiro de 1993 o Grêmio foi convidado, juntamente com o clube japonês Urawa Red Diamonds, para um torneio na cidade de Córdoba na Argentina. A formula de disputa era dois jogos na semifinal, sendo um Belgrano Vs Grêmio e outro Talleres Vs Urawa Red, sendo os vencedores classificados para a final e os perdedores disputando o terceiro lugar.

A Copa Desafio de Górdoba possuía os mesmos moldes da tradicional Copa Desafio do Mar del Plata, sendo a primeira com os rivais anfitriões Belgrano e Talleres (que fazem o chamado Clássico Cordobês) e a segunda com os rivais River Plate e Boca Juniors (do chamado El Superclásico).

O Grêmio não foi bem, perdeu já no primeiro jogo pelo placar de 3X2 para a equipe do Belgrano (gols gremistas marcados por Caio e Gilson), na outra partida o rival do algoz Tricolor, o Talleres, também fez feio, perdendo para o Urawa Red.

Na final os anfitriões do Blegrano venceram o clube do Japão e ficaram com a Taça. Na disputa pelo terceiro lugar o Grêmio levou a melhor, vencendo o Talleres por 3X2, gols de Carlos Miguel, Caio e Gilson.



TIME
PG
J
V
E
D
GP
GC
SG
Belgrano (ARG)0602020000???
Urawa Red (JAP)0302010001???
Grêmio0302010001050500
Talleres (ARG)0002000001???




JOGOS:

Semifinal:
08/02/1993
Belgrano 3X2 Grêmio
Talleres ?X? Urawa Red (resultado desconhecido)

Semifinal:
10/02/1993
Talleres 2X3 Grêmio

Final:
?/02/1993
Belgrano ?X? Urawa Red




Equipe gremista de 1993

 

05/11/2009

BR’09: Adeus Libertadores!


Chega de se enganar, com o péssimo empate ontem contra a equipe do São Paulo, o Grêmio pode esquecer a América no ano que vem. Além de estarmos na reta final do campeonato e muito longe do G4, nosso próximo adversário é nossa toca, o Cruzeiro, o qual não vencemos fora a mais de 10 anos.

Temos que pensar em título, talvez seja hora de fazer time para a conquista da Copa do Brasil e dar uma atenção a Sul-Americana, que por pior que seja é taça. A campanha no Brasileirão do ano passado deu esperanças que seria diferente esse ano, mas não deu, fazer o quê?.


Primeiro tempo

A primeira etapa começou equilibrada, o jogo foi bom, com bastante movimentação, mas muitos erros por parte dos gremistas. O Grêmio atacou bastante pelo lado esquerdo, mas a efetividade só veio no meio do jogo.

Foto: ClicRBS
Aos 24 minutos o zagueiro Rafael Marques se redimiu da péssima atuação diante do Santo André, quando marcou um gol contra na derrota por 2X0 fora de casa. O jogador recebeu excelente passe de Douglas costa e, de cabeça, mandou a bola para as redes. Grêmio 1X0 São Paulo.

Não durou muito a vantagem dos donos da casa, errando muito, o Imortal deu várias oportunidades ao adversário que, aos 31 minutos, conseguiu a igualdade. Hernandes alçou a bola na área gremista e Dagoberto, algoz gaúcho em diversas oportunidades, mandou para as redes (a bola disviou em Rafa Marques, mas deixa quieto).

Foto: ClicRBS
O jogo continuou movimentado depois do empate, ambas as equipes não tiveram medo de atacar, empilhando boas chances de gol. Em uma das chances do Grêmio, Maxi López foi derrubado dentro da área, a arbitragem não marcou penalidade existente, poderia ter mudado a história do jogo.


Segundo tempo

Mal voltaram para a segunda etapa e o jogo já estava pegando fogo. Aos 3 minutos da segunda etapa Hernanes quase marcou a virada são-paulina, mas Victor fez grande defesa salvando a Nação Gremista.
O Imortal não ficou atrás, sabendo que estava sendo pressionado e que seria a última chance de sonhar com a Libertadores, os donos da casa foram para cima e quase marcaram aos 11 minutos. Douglas Costa disparou para o ataque e mandou um chutaço, mas Ceni conseguiu fazer a defesa.

Foto: ClicRBS
Douglas Costa estava sendo o nome do jogo e quase decidiu a partida aos 26 minutos. O meia mandou a bola de cabeça contra o gol do São Paulo, mas Ceni, em cima da linha, conseguiu fazer a defesa. Minutos depois outro erro decisivo da arbitragem, Tcheco foi visivelmente derrubado na área por Jean, mas o juiz fez “vista gro$$a”.

Aos 33 e 34 minutos o arbitro mandou dos são-paulinos para a rua, primeiro foi Borges que levou o segundo amarelo; depois foi a vez de Dagoberto que fez uma falta dura de carrinho e levou vermelho direto, ambas as faltas foram em Túlio.

Foto: ClicRBS
Pressionando em busca da vitória o Grêmio sufocou o São Paulo na defesa, mas só conseguiu mais uma expulsão do jogador adversário. Jean fez uma falta por trás de Souza e levou o vermelho. Os paulistas tiveram na ineficiência da finalização gremista a garantia do empate.


FICHA TÉCNICA
Grêmio 1x1 São Paulo
GRÊMIO: Victor, William Thiego (Perea), Rafael Marques, Réver, Lúcio (Fábio Santos), Túlio (Herrera), Adílson, Tcheco, Souza, Douglas Costa e Maxi López.
Técnico: Paulo Autuori.
SÃO PAULO: Rogério Ceni, Renato Silva, André Dias, Miranda, Jean, Arouca (Hugo), Hernanes, Jorge Wagner (Marlos), Junior Cesar, Dagoberto e Washington (Borges).
Técnico: Ricardo Gomes.
Estádio: Olímpico Monumental (Porto Alegre - RS)
Público Pagante: 11.870 - Público Total: 13.982 torcedores - Renda: R$ 201.098,00
Gols: Rafael Marques, aos 24 minutos do 1° tempo (GRÊMIO), Dagoberto, aos 31 minutos do 1° tempo (São Paulo).
Cartões Amarelos: Túlio, Réver, Maxi López e Tcheco (GRÊMIO), Jean e Borges (São Paulo).
Cartões Vermelhos: Borges, Dagoberto e Jean (São Paulo).
Árbitro: Jailson Macedo Freitas (BA).
Auxiliares: Erich Bandeira (PE) e Luiz Carlos Silva Teixeira (BA).


Resultado/Próximo jogo

Com o empate o Grêmio só cumpre tabela até o fim do campeonato. Os atuais 48 pontos põem em tela a campanha mediana da equipe, com 11 pontos a menos que o líder da competição.

Nossa próxima partida é contra o Cruzeiro em Belo Horizonte. O jogo será dia 14 de novembro, às 16h, no estádio do Mineirão.




Vídeo:


03/11/2009

HISTÓRIA: Torneio 25 Anos do Beira-Rio, Rio Grande do Sul 1994


Em 1994 o Internacional convidou a equipe do Grêmio para uma competição em comemoração aos vigésimo quinto ano do estádio vermelho. O Torneio 25 Anos do Beira-Rio contou, além da dupla Gre-Nal, com a participação da Seleção da Nigéria e do Peñarol de Montevideo.

O Grêmio mesmo preservando sua equipe para o jogo de volta das oitavas-de-final da Copa do Brasil (a qual se sagrou campeão) contra a equipe do Corinthians aceitou prestigiar o torneio do rival.

No primeiro jogo da semifinal o Imortal empatou em 0X0 com a Seleção Nigeriana, mas perdeu a vaga na final nos pênaltis. Na outra semifinal o Internacional venceu os uruguaios do Peñarol por 2X0.

Frustrado o clássico gaúcho, o Grêmio disputou o terceiro lugar contra o Peñarol, ficando o quarto lugar na disputa por pênaltis após um 2X2 no tempo normal. Na final da Taça o Inter goleou a Nigéria por 4X0 ficando com o título.


TIME
PG
J
V
E
D
GP
GC
SG
Internacional04020200000600+6
Seleção da Nigéria01020001010004-4
Peñarol (URU)01020001010002-2
Grêmio02020002000202 0



JOGOS:

Semifinal:
21/04/1994
Grêmio 0X0 Seleção da Nigéria (vitória africana nos pênaltis)
Internacional 2X0 Peñarol

3º Lugar:
23/04/1994
Grêmio 2X2 Penãrol (vitória uruguaia nos pênaltis)

Final:
23/04/1994
Internacional 4X0 Seleção da Nigéria



Equipe gremista de 1994

02/11/2009

BR’09: Atuação decepcionante



O Grêmio apresentou um futebol pífio, jogou muito abaixo da atuação esperada e agora o sonho da Libertadores ficou a léguas de distância. A dificuldade de vencer fora de casa se repete, vitória só no jogo nos Aflitos e nenhum mais.

Claro que existe chance de chegar a La’10, são 5 jogos ainda, mas os adversários, fora o Barueri, são extremamente fortes: Palmeiras, São Paulo, Flamengo e Cruzeiro serão os confrontos até o fim. Está cada vez mais impossível.


Primeiro tempo

O Grêmio esboçou uma imposição no começo de partida, com o jogo movimentado ambos os times conseguiam encontrar espaço. Logo aos 5 minutos Souza mandou uma bomba para o gol do Santo André, mas o goleiro Neneca fez a defesa.

Foto: Miguel Schincariol, Lancepress
A resposta dos donos da casa veio aos 14 minutos. Wanderley passou para Ricardo Conceição que chutou forte para ótima defesa de Victor. Aos 24 minutos mais Ramalhão, Nunes recebeu a bola e mandou uma bicicleta para o gol gremista, mas a bola saiu.

Com os paulistas pressionando os gaúchos começaram a se perder em campo. Aos 24 minutos veio à punição, Nunes abriu o marcador com um carrinho, mais uma vez o destaque do Santo André desequilibrou e a defesa deixou a desejar.

Foto: Miguel Schincariol, Lancepress
O gol acordou o time do RS, que tentou controlar o jogo. Com mais posse de bola o Tricolor começou a criar, primeiro com Douglas Costa aos 31 e 44 minutos e depois com Tcheco aos 45 minutos, na última chance da primeira etapa.


Segundo tempo

Mal começava o segundo tempo e o Grêmio já demonstrava que não teria capacidade de vencer o jogo. Aos 2 minutos Avine jogou a bola para a área e Rafael Marques mandou contra o próprio gol (mais uma atuação desastrosa do zagueiro gremista).

Depois do gol contra, com desvantagem de 2 gols e uma atuação terrível, Roberson ajudou a piorar. O jogador gremista deu carrinho criminoso em Camilo e levou cartão vermelho.

Foto: Miguel Schincariol, Lancepress
Os mandantes sentiram o bom momento e foram mais para o ataque. Aos 10 minutos Nunes mandou bola na trave, aos 12 minutos Wanderley ganhou de Réver e Victor, mas mandou para fora.

Não se via mais Grêmio na partida, a expulsão, os gols e a pressão paulista impediram qualquer reação da equipe que só esperava o fim de jogo. Ainda quase teve goleada do Santo André, Marcelinho Carioca mandou uma bola na trave aos 28 minutos e aos 36 a última chance gremista com Souza, sem dificuldades para os jogadores paulistas.


FICHA TÉCNICA
Santo André 2x0 Grêmio
Local: Estádio Bruno José Daniel, em Santo André (SP)
Data: domingo, 1º de novembro de 2009
Árbitro: Wagner Tardelli (SC)
Assistentes: Angelo Rudimar Bechi (SC) e Luis Alberto Kallenberger (SC)
Cartões amarelos:
Santo André Ricardo Conceição e Ávine
Grêmio Túlio e Tcheco
Cartão vermelho:
Grêmio Roberson
Gols: Nunes (28min/1ºT); Rafael Marques (contra, 2min/2ºT)
SANTO ANDRÉ
Neneca; Rômulo, Cesinha, Vinícius Orlando e Ávine (Élvis); Ricardo Conceição, Júnior Dutra (Fernando), Camilo e Marcelinho Carioca; Wanderley (Leandrinho) e Nunes.
Técnico: Sérgio Soares
GRÊMIO
Victor; Thiego (Herrera), Réver, Rafael Marques e Lúcio (Fábio Santos); Adílson, Túlio, Tcheco e Souza; Roberson e Douglas Costa (Renato).
Técnico: Paulo Autuori


Resultado\ Próximo jogo

Com a derrota nos distanciamos ainda mais do G4. Antes estavamos a 5 pontos, agora a 7 do último classificado para a Libertadores, o Flamengo. Do título não precisamos nem contar mais.

Nossa próxima partida é no estádio Olímpico contra o São Paulo. O jogo será dia 8 de novembro, quarta-feira, às 21h50min. Para sonhar com a Copa da América é necessário a vitória.



Vídeo:

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